Atleta Lucas Braathen com prêmio pela medalha de ouro nos Jogos Milão/Cortina

Lucas Pinheiro Braaten e o cheque com o prêmio de R$ 350 mil pelo ouro no slalom gigante em Milão/Cortina (Divulgação/Jonne Roriz/COB)

É possível determinar o valor que representa a conquista de uma medalha em Jogos Olímpicos? Embora a tendência natural seja responder que é incalculável, os fatos mostram que não é bem assim. Na última sexta-feira (20), Lucas Pinheiro Braathen recebeu um prêmio do COB (Comitê Olímpico do Brasil) pela inédita medalha de ouro no slalom gigante das Olimpíadas de Inverno Milão/Cortina.

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O cheque de R$ 350 mil que o mais novo campeão olímpico do Brasil recebeu pelo feito na Itália apenas segue uma tendência dos atuais tempos. Convenhamos, algo bem diferente de quando os Jogos ressurgiram através da iniciativa do Barão de Coubertin, nas Olimpíadas de verão de Atenas-1896.

Tradição recente

Oficialmente, o COI (Comitê Olímpico Internacional) não paga premiações em dinheiro. De fato, até 1980, os Jogos eram restritos a atletas amadores. Atualmente, contudo, diversos países oferecem bônus com o apoio de patrocinadores públicos e privados. Todavia, além do dinheiro, que é o bônus mais comum, medalhistas já receberam carros, viagens de férias, apartamentos e até bolsas de estudo.

O curioso caso de Chipre

Em Milão/Cortina-2026, alguns países estenderam a premiação até para quem não chegasse ao pódio. O Chipre, por exemplo, ofereceu incentivos mesmo para atletas considerados “zebras”.

Yianno Kouyoumdjian (34º no slalom masculino) e Andrea Loizidou, (que não concluiu o slalom feminino), poderiam ter embolsado US$ 177 mil (R$ 916,5 mil) em caso de ouro. Além disso, se tivessem terminado em 16º lugar, o governo cipriota pagaria US$ 12 mil (R$ 62 mil) a cada um.

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Valorização brasileira

O Brasil tem um papel de destaque na valorização dos feitos de seus atletas olímpicos. Para o ciclo de Paris-2024, o COB promoveu um reajuste de 40% na tabela de premiação em relação a Tóquio-2020. Consequentemente, esses valores foram mantidos para os Jogos de Inverno de 2026.

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Confira os valores pagos pelo COB para conquistas individuais:

  • Ouro: R$ 350 mil
  • Prata: R$ 210 mil
  • Bronze: R$ 140 mil

Para modalidades em grupo, o ouro vale R$ 700 mil, enquanto nos esportes coletivos (como vôlei e futebol), a recompensa pelo lugar mais alto do pódio chega a R$ 1,05 milhão.

Os maiores prêmios do mundo

Dos 92 países em Milão/Cortina, 37 ofereceram prêmios em dinheiro. Pelo menos 13 nações anunciaram pagamentos acima de US$ 100 mil por medalha de ouro. Cingapura lidera o ranking mundial, oferecendo até US$ 787 mil (mais de R$ 4 milhões) por um título olímpico de inverno.

Comparativo de Premiação (Valores em Ouro Individual)

País / EntidadeValor da Medalha de Ouro
CingapuraR$ 4,07 milhões
Hong KongR$ 3,9 milhões
Brasil (via COB)R$ 350.000,00
ItáliaR$ 1,014 milhão

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VOCÊ SABIA?

Com os bronzes da equipe feminina e de Caio Bonfim na meia maratona masculina conquistados neste domingo (12), o Brasil chegou a quatro medalhas em participações nos Mundiais de Marcha Atlética. As outras duas foram obtidas por Érica Sena em 2016 e 2024

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