Brasília receberá a 31ª edição do Mundial de Marcha Atlética por equipes, a primeira realizada no Hemisfério Sul (Divulgação/World Athletics)
O Mundial de Marcha Atlética por equipes, chega a sua 31ª edição neste domingo (12) em Brasília (DF), consolidando-se como uma das competições mais longevas do atletismo. Aliás, além de sua relevância histórica dentro da modalidade, o evento ocorrerá pela primeira vez no Hemisfério Sul.
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Contudo, a edição brasileira do Mundial ainda terá como atração a introdução de provas inéditas e que estarão no programa dos Jogos de Los Angeles-2028. São elas a maratona (42,195 km) e a meia maratona (21,097 km) na categoria sênior. Além disso, a prova dos 10 km foi mantida para a categoria sub-20.
Evolução da competição
O Mundial de Marcha Atlética nasceu em 1961, com a primeira edição acontecendo na cidade de Lugano (SUI). O suíço Armando Libotte, marchador, árbitro e jornalista esportivo, foi seu idealizador.
Assim, na edição inaugural, o evento reuniu dez países, divididos em quatro grupos por proximidade geográfica. Grã-Bretanha, Dinamarca, Itália e Hungria avançaram para a fase final. Com provas exclusivas para homens (20 km e 50 km), o torneio consagrou os britânicos como os primeiros campeões mundiais da marcha atlética. O mesmo formato de disputa (grupos regionalizados e final) foi mantido até 1985.
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Posteriormente, as mulheres iniciaram sua participaram apenas em 1975. Foi na sétima edição do Mundial, realizada em Le Grand Quevilly, na França. A prova de 5 km contou com 38 atletas convidadas.
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Entre 1975 e 1997, nesse meio tempo foi atribuído o Troféu Lugano (homenagem à cidade que abrigou a primeira edição do Mundial), que era definido através da classificação combinada nas provas de 20 km e 50 km. Outra mudança ao longo dos anos foi a introdução da prova de 10 km na categoria sub-20, em 2004, no Mundial de Naumburg (ALE).
Participação do Brasil
O Brasil disputou o Mundial de Marcha Atlética por equipes pela primeira vez em 1989, na cidade de L’Hospitalet de Llobregat, na Catalunha (ESP). Os brasileiros participaram com equipe completa, na prova dos 20 km (Sérgio Galdino, Marcelo Moreira Palma e Nelson Ferreira Rocha) e 50 km (Dirceu Cassimiro dos Santos, Cícero Sabino de Moura e Antônio Mauricio Nogueira). Ao mesmo tempo, a equipe feminina disputou os 10 km (Ivana Henn, Rosemar Piazza e Denise Volker).
Nesta estreia, a equipe masculina obteve a 15ª posição, enquanto as mulheres terminaram em 22º. O destaque individual foi Sérgio Galdino, que, aos 20 anos, garantiu a 16ª colocação nos 20 km com o tempo de 1h22min47.
Gianetti Bonfim, atual treinadora da seleção brasileira, soma três participações como marchadora. Sua estreia ocorreu em 1999 (Mézidon-Canon, na França).
O Brasil, todavia, só voltou a ter uma equipe completa em Mundiais na edição de 2022, disputada em Muscat (Omã). A equipe masculina terminou em 6º lugar, enquanto que as mulheres ficaram em 5º, nos 35 km, melhores resultados do país por equipes.
Por fim, no último Mundial, em Antalya (Turquia), em 2024, o Brasil novamente foi com time completo e conquistou a classificação olímpica para a maratona de revezamento misto em Paris-2024, graças ao 5º lugar de Caio Bonfim e Viviane Lyra.
Resumo histórico da participação brasileira
| Categoria | Fato | Atleta(s) | Detalhes / Ano |
| Participações Masculinas | Recorde histórico | Sérgio Galdino | 9 edições (última em 2006) |
| Participações Masculinas | Destaque atual | Caio Bonfim | 8ª participação em 2026 |
| Participações Femininas | Recorde histórico | Cisiane Lopes e Erica de Sena | 5 edições cada |
| Desempenho Individual | Melhor resultado geral | Erica de Sena | Duas medalhas de bronze (Roma-2016 e Antalya-2024) |
| Desempenho por Equipes | Melhor resultado geral | Equipes Masculina e Feminina | 6º lugar (M) e 5º lugar (F) nos 35 km em Muscat-2022 |
| Eficiência Olímpica | Vaga no revezamento misto | Caio Bonfim e Viviane Lyra | 5º lugar em Antalya-2024 |


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