Nascida nos EUA mas competindo pelo China, Eileen Gu deu uma aula de espírito olímpico em Milão/Cortina (Divulgação)
As coletivas de imprensa costumam reservar momentos que se tornam históricos mesmo naquelas respostas que parecem óbvias. Foi o caso do que aconteceu com a atleta Eileen Gu, um dos maiores nomes do esqui estilo livre. Aos 22 anos, nascida nos Estados Unidos, ela optou, em 2019, por seguir sua carreira de atleta pela China, pátria natal de sua mãe.
+ Leia e assine a newsletter “Zona Mista”, no Substack
Desde então, vem brilhando no esqui estilo livre. Além disso, Eileen Gu tem cinco medalhas em Olimpíadas de Inverno no currículo. São duas de ouro (nas provas do Big Air e Halfpipe) e uma de prata (Slopstyle), todas conquistadas nos Jogos de Pequim-2022.
+ Acompanhe o blog Laguna Olímpico no Twitter, Facebook e Instagram
Agora, em Milão/Cortina-2026, foram mais duas de prata, no Slopstyle e no Big Air. Ou seja, já cinco medalhas olímpicas, que a transformaram na esquiadora de estilo livre mais premiada na história das Olimpíadas de Inverno. Um feito espetacular para qualquer atleta, não?
Leia também:
- Com Brasil, vôlei feminino de LA-28 já tem metade dos classificados
- Vôlei de praia garante quatro vagas para o Brasil em LA-2028
- Piu coloca o Brasil na rota do ouro olímpico em LA-28
- Brasil busca vagas para Los Angeles-2028 no vôlei de praia
Desempenho insuficiente?
No entanto, estes números aparentemente não foram convincentes o bastante para um jornalista, que na coletiva perguntou se ela considerava “duas pratas conquistadas ou dois ouros perdidos”. A resposta, elegante e debochada, é simplesmente maravilhosa. Confira abaixo:
Ahahahaha…sou a esquiadora de estilo livre mais premiada na história. Acho que isso já é uma resposta por si só. Como posso dizer isso? Ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos é uma experiência que muda a vida de qualquer atleta. Fazer isso cinco vezes é exponencialmente mais difícil. Porque cada medalha é igualmente difícil para mim, mas as expectativas de todo mundo só aumentam, certo? Essa ideia de duas medalhas perdidas, para ser bem franca com você, acho que é uma perspectiva meio ridícula de se ter. Estou mostrando o meu melhor esqui, estou fazendo coisas que literalmente nunca foram feitas antes. Então, acho que isso é mais do que suficiente”.


Deixe uma resposta