A cerimônia de encerramento dos Jogos Milão/Cortina aconteceu na história Arena Verona, de cerca de dois mil anos de idade (Divulgação/COI)
Encerrados no domingo (22), os Jogos Milão/Cortina são considerados históricos, por vários fatores. Relatórios publicados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) e COB (Comitê Olímpico do Brasil) demonstram o tanto que as Olimpíadas de Inverno deste ano foram acima de todas as expectativas.
Acima de tudo, foi uma edição olímpica mais sustentável. A organização espalhou competições e vilas de atletas espalhadas por seis subsedes, além de reaproveitar instalações já existentes. Do mesmo modo, foi também mais inclusiva, pois aumentou a igualdade de gênero de atletas e maior distribuição de medalhas. Além disso, o evento mostrou uma audiência de TV impressionante e enorme engajamento em redes sociais.
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Dessa forma, confira abaixo alguns dados e fatos que comprovam como Milão/Cortina-2026 foi uma edição olímpica histórica.
Números impressionantes
Em primeiro lugar, este balanço demonstra que as Olimpíadas de Milão/Cortina registraram vários feitos inéditos e números impressionantes.
- Evento reuniu cerca de 2.900 atletas em 19 dias de competição;
- Nesse sentido, a organização distribuiu, ao todo, 740 medalhas em 116 eventos. Foram dez eventos a mais do que em Pequim-2022;
- Atletas quebraram 13 recordes olímpicos e um mundial durante a competição;
- Os Jogos estrearam oito novas modalidades, incluindo o esqui de montanha (sprint e revezamento misto), skeleton por equipes mistas e luge em duplas feminina;
- Participaram dos Jogos atletas representando 92 comitês olímpicos nacionais (CONs), além dos Atletas Neutros Individuais (AINs), com representantes da Rússia e Belarus;
- Benin, Guiné-Bissau e Emirados Árabes Unidos estrearam em Jogos de Inverno;
- Um total de 29 CONs saíram de Milão/Cortina com ao menos uma medalha;
- Países que ganharam sua primeira medalha em Jogos de Inverno: Brasil, com Lucas Pinheiro Braathen (esqui alpino); e Geórgia, com Anastasiia Metelkina e Luka Berulava (patinação artística em pares);
- A organização vendeu mais de 1,3 milhão de ingressos;
- As seis Vilas Olímpicas ofereceram um total de 356 kg de massa, 12.000 fatias de pizza e 8.000 cafés.

Eficiência ESG
Como resultado de uma logística eficiente, Milão-Cortina foi a primeira edição realizada em duas sedes e quatro subsedes. Nesse sentido, 85% dos locais de competição (11 dos 13 totais) já existiam ou eram estruturas temporárias. Consequentemente, a organização reduziu drasticamente a necessidade de novas construções.
- Quase 100% dos locais de competição e não competição tinham eletricidade renovável, graças a geradores movidos a óleo vegetal hidrotratados;
- A organização utilizou 20% a menos de carros do que nos Jogos Turim-2006, através de um plano de transporte que priorizou trens e ônibus. Cerca de 20% da frota oficial dos Jogos era composta por veículos elétricos;
- Milão/Cortina reaproveitou cerca de 24 mil itens mobiliários e logísticos dos Jogos de Verão de Paris-2024;
- Foi a Olimpíada mais equilibrada em termos de gênero da história, com 47% de representação feminina;
- Os Jogos Milão/Cortina tiveram o maior número de eventos femininos na história das Olimpíadas de Inverno: foram 50 provas, contra 46 em Pequim-2022;
- Portanto, das 16 modalidades, 12 apresentaram equilíbrio total de gênero;
- Dos 18 mil voluntários, 51% eram mulheres;
- Dezessete medalhas foram conquistadas por atletas apoiados pelo programa Solidariedade Olímpica;
- Cerca de 20 mil ingressos dos Jogos Olímpicos e outros 20 mil das Paralimpíadas foram adquiridos com preço reduzido pelo ministério da Educação da Itália e distribuídos para escolas em todo o país.
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Os números do sucesso digital
O alcance obtido pelas Olimpíadas Milão/Cortina, seja na mídia tradicional, streaming e ou redes sociais, foi inquestionável. Além disso, o Brasil teve papel decisivo para este engajamento recorde.
- O Time Brasil, com suas redes sociais, alcançou mais de 400 milhões de visualizações, que o transformaram no comitê nacional mais seguido e engajado do mundo no Instagram e YouTube, e top 3 mundial no TikTok e Twitter/X;
- Com efeito, as mais de 2.000 postagens do Time Brasil nas plataformas geraram mais de 22 milhões de interações e mais de 120 mil novos seguidores;
- No dia 14 de fevereiro, quando Lucas Braathen conquistou a inédita medalha de ouro no slalon gigante do esqui alpino, o conteúdo relacionado teve 148 milhões de visualizações;
- Um total de 2.536 jornalistas estavam credenciados para a cobertura dos Jogos Milão/Cortina, representando 803 organizações de mídia. Também estavam credenciados 694 fotógrafos;
- Foram utilizados nas transmissões mais de 810 sistemas de câmera e 25 drones (sendo 15 com visão em primeira pessoa);
- Estiveram envolvidos na transmissão do evento cerca de 10 mil profissionais, sendo mais de 4.500 da OBS (Olympic Broacasting Services), empresa responsável pela geração de imagens;
- Dois de cada três italianos acompanharam a cobertura dos Jogos pela RAI, rede estatal do país;
- O público gerou mais de 10 bilhões de interações nas redes sociais relacionadas aos Jogos Milão/Cortina. Esse número representa três vezes mais do que na edição de Pequim-2022;
- Com 120 milhões de acessos, o app Jogos Olímpicos foi o aplicativo esportivo mais acessado em mais de 75 países e territórios.
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