Lucas Braaten e a medalha de ouro no esqui alpíno, a primeira do Brasil em Jogos de Inverno

Lucas Braaten e a medalha de ouro no esqui alpíno, a primeira do Brasil em Jogos de Inverno (Rafael Bello/COB)

É preciso tomar um certo cuidado ao se usar o adjetivo ‘histórico”. Inclusive, ele vem sendo despejado de forma abusada e inadvertida em transmissões e textos jornalísticos nos últimos tempos. Tornou-se quase que um termo banalizado. Entretanto, não é exagero classificar como histórico o que foi visto neste sábado (14), nos Jogos Milão/Cortina, protagonizado por Lucas Braaten.

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Ao conquistar o ouro na prova do slalom gigante do esqui alpino, Braaten não apenas deu ao Brasil sua primeira medalha em Olimpíadas de Inverno, o que por si só é um feito enorme. Desse modo, com esta conquista, ele fez com que o país experimentasse novamente uma sensação vivida há quase 106 anos.

Ouro já na estreia

Em Milão/Cortina, o Brasil está realizando sua nona participação em Jogos de Inverno, jornada iniciada na edição de 1992, em Albertville. Para um país sem nenhuma tradição em esportes na neve e gelo (ao menos até hoje), este jejum de medalhas pode ser considerado completamente normal. Nas Olimpíadas de Verão, a história foi diferente.

O Brasil fez sua estreia em Jogos Olímpicos na edição da Antuérpia, na Bélgica, em 1920. Na ocasião, foi enviada uma pequena delegação de 21 atletas, que participaram de cinco modalidades: natação, polo aquático, remo, saltos ornamentais e tiro esportivo.

Foi justamente essa última que teve a primazia de colocar o Brasil pela primeira vez no quadro de medalhas. Os primeiros pódios olímpicos brasileiros vieram no dia 2 de agosto de 1920. Primeiro, com a prata de Afrânio da Costa, na pistola livre 50 m e o bronze por equipes, na mesma prova. Mas foi no dia 3 de agosto que veio o primeiro ouro olímpico do país. Tenente do Exército, Guilherme Paraense venceu a disputa do tiro rápido 25 metros. Graças a Paraense, que já havia sido o porta-bandeira na cerimônia de abertura, o Brasil iniciou uma trajetória de conquistas olímpicas. Desde então, somam 40 ouros, 49 pratas e 81 bronzes, totalizando 170 medalhas em Jogos de Verão.

O peso do feito de Lucas Braaten

É chover no molhado falar do importância da conquista de Lucas Pinheiro Braaten em Milão/Cortina. Em resumo, o esquiador filho de mãe brasileira e pai norueguês, que adotou o Brasil como sua nova pátria esportiva em 2024, mudou o país de patamar a partir deste sábado nos esportes de inverno.

Outros dados podem explicar o peso desta conquista. A partir de agora, o Brasil está em um grupo bem restrito de países campeões olímpicos no slalom gigante, ao lado de Áustria, Suíça, Itália, França, Noruega, Estados Unidos, Suíça e Alemanha.

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O ouro de Braaten também significa o maior resultado de um latino-americano em Olimpíadas de Inverno. Antes, a melhor colocação havia sido um 11º lugar do chileno Thomas Grob no esqui alpino combinado em Nagano-1998.

Além disso, a medalha brasileira inédita deixou o país à frente de outras nações bem mais experientes em Jogos de Inverno até hoje. A saber, por exemplo, de Grécia (20 participações), Argentina (20), Islândia (19), Turquia (18) e Lituânia (10), que jamais ganharam uma mísera medalha no evento.

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3 respostas a “Com Lucas Braaten, Brasil volta a fazer história nas Olimpíadas”

  1. […] (20), Lucas Pinheiro Braathen recebeu um prêmio do COB (Comitê Olímpico do Brasil) pela inédita medalha de ouro no slalom gigante das Olimpíadas de Inverno […]

  2. […] dia 14 de fevereiro, quando Lucas Braathen conquistou a inédita medalha de ouro no slalon gigante do esqui alpino, o conteúdo relacionado teve 148 milhões de […]

  3. […] brasileira nas Paralimpíadas de Inverno. Assim como ocorreu nas Olimpíadas de Inverno, com a medalha de ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom […]

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O revezamento 4 x 100m livre masculino do Brasil conquistou a medalha de bronze em 16/09/2000, nas Olimpíadas de Sydney-2000. O time brasileiro foi formado por Fernando Scherer, Gustavo Borges, Carlos Jayme e Edvaldo Valério

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