Seleção brasileira de conjunto Ginástica Rítmica Mundial de Frankfurt

As “leoas”, apelido da seleção brasileira de conjunto, posam com o bronze e o bilhete da vaga olímpica da ginástica rítmica para LA-2028 (MeloGym/CBG)

Durante muitos anos, a ginástica rítmica do Brasil acostumou-se a festejar as pequenas conquistas. O melhor resultado nas Américas, depois brigar por vagas olímpicas. Mais recentemente, o sarrafo subiu e o foco passou a ser pódios em mundiais e até mesmo uma sonhada medalha em Jogos Olímpicos. Assim, após a medalha de prata no conjunto geral no Mundial de 2025, no Rio de Janeiro, a equipe brasileira consolidou sua evolução na modalidade.

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Neste sábado (15), a seleção de conjunto voltou a fazer história, ao ficar com a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Frankfurt (ALE). Consequentemente, com o terceiro lugar, as brasileiras já asseguraram antecipadamente a vaga para as Olimpíadas de Los Angeles-2028.

O peso da medalha e a vaga garantida

A equipe brasileira, sob o comando da técnica Camila Ferezin, somou um total de 55.550 pontos no conjunto geral. A pontuação final engloba os desempenhos nas duas rotações. Na série mista (três arcos e dois pares de maças), o Brasil registrou 28.700 pontos, ficando atrás apenas da Espanha (28.950). Entretanto, na série simples (cinco bolas), as ginastas apresentaram falhas e anotaram 26.800, a oitava melhor nota do aparelho.

Portanto, a seleção encerrou a competição de conjunto geral na terceira colocação, atrás da Espanha (campeã mundial com 57.450) e do Japão (vice, com 56.700). Além de registrar a segunda medalha em mundiais na história da modalidade, o resultado garantiu a classificação olímpica antecipada.

Veja a apresentação brasileira na série mista:

Tensão e emoção

A técnica Camila Ferezin definiu o percurso até a medalha como tenso. “Em uma prova como essa, as ginastas têm menos de uma hora para entrar na quadra entre uma série e outra. Mas a gente trabalhou, se preparou, simulou várias vezes esse dia. Elas entraram no conjunto misto e fizeram uma série maravilhosa”, afirmou. “Na série das bolas, tivemos uma falha grave, que nos levou a perder bastante nota. Mas ali acho que foi mais o nervosismo do momento, a falta de experiência”, analisou a treinadora.

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Maria Eduarda Arakaki, capitã do conjunto, segurou um cartaz simulando o bilhete da vaga olímpica após o pódio. “Concluímos com sucesso nossa missão. Viemos aqui para conquistar nossa vaga olímpica e conseguimos”, declarou.

Finais no domingo

A campanha no Mundial de Frankfurt prossegue neste domingo (16). A seleção de conjunto disputa outras duas medalhas nas finais por aparelho. A decisão da série de cinco bolas ocorre às 6h, enquanto a final da série mista está marcada para as 9h (horário de Brasília).

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“Controlar as emoções não é fácil e o nosso conjunto, tanto de bola quanto o misto, tem uma dificuldade muito alta. Então acredito que nas finais das séries elas possam trazer mais medalhas e fazer as nossas séries ainda melhor”, projetou Camila Ferezin. A expectativa é compartilhada pela capitã da equipe. “Agora é voltar com tudo neste domingo. Teremos mais duas oportunidades de medalha. Podemos até conseguir dois ouros. Pode acontecer. Viremos com certeza com a mente focada nisso”, explicou Maria Eduarda Arakaki.

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