Imagem do salto de Dick Fosbury nos Jogos da Cidcade do México-1968, que com seu estilo próprio revolucionou o salto em altura (Reprodução)
O dia 6 de março marca o nascimento de um revolucionário do atletismo. Talvez você não saiba, mas o americano Dick Fosbury mudou para sempre o salto em altura e com direito a uma medalha de ouro. Nos Jogos da Cidade do México-1968, Fosbury surpreendeu os favoritos, vencendo a prova com um salto inusitado. De costas para o sarrafo, ao contrário do que todos os outros atletas faziam.
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Parece natural aos olhos de hoje que o atleta salte de costas. No entanto, na época, a cena causou um espanto geral. O normal até então era que o atleta projetasse o corpo de frente para o sarrafo. Isso já era uma evolução dos primeiros saltos, no início do século 20, o chamado estilo “tesoura”.
A técnica desenvolvida por Fosbury mudou o centro de gravidade do corpo, tornando o movimento mais eficiente. Desde 1968, ninguém conseguiu criar um estilo melhor do que o “Flop”. O salto foi batizado assim, embora muitos atletas do Leste Europeu se referissem a ele como “Fosbury”.
Nascido em Portland, o saltador americano encarava com naturalidade a sua criação. “Acho que o ‘Fosbury flop’ foi um estilo natural e eu fui apenas o primeiro e encontrá-lo”, costumava dizer.
Disputa equilibrada
A final do salto em altura dos Jogos de 1968 não foi especial somente pelo revolucionário salto de Fosbury. A disputa foi extremamente apertada. Ela ocorreu entre ele, seu compatriota Ed Caruthers e o soviético Valentin Gavrilov. Os três dividiram o pódio. Fosbury só assegurou o ouro com a marca de 2,24 m na última tentativa, após Caruthers queimar seus três saltos.
E pensar que o inventor do salto que é adotado por todos os atuais atletas nem era considerado o favorito. Ele ficou em terceiro lugar na seletiva americana.
Dick Fosbury morreu em 12 de março de 2023, em decorrência de um linfoma, que ele tratava desde 2008. O legado dele para o atletismo foi exaltado no dia de sua morte pela federação de atletismo dos Estados Unidos.
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“Sua medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do México em 1968 não só sedimentou seu lugar na história Olímpica americana, como também deixou uma marca permanente na comunidade global do atletismo. Sempre seremos gratos por suas contribuições para o esporte e por seu impacto nas gerações de atletas que seguiram seus passos.”


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