Tifanny Abreu vôlei Osasco

O recurso que autoriza Tifanny a seguir atuando no vôlei será julgado no STJD (Divulgação/Osasco Voleibol)

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O dia 23 de outubro de 2026 será especial na vida de Tifanny Abreu. Na próxima sexta-feira, a primeira jogadora trans a atuar no vôlei brasileiro saberá se poderá concluir a última temporada de sua carreira. Ou então se será aposentada de forma compulsória. Nesta dia, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) irá julgar o Mandado de Garantia, que assegura provisoriamente a participação da jogadora na Superliga de vôlei, defendendo o Osasco. Do outro lado desta briga jurídica está a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). A entidade exige que seja cumprida a nova regra de elegibilidade do sexo feminino no esporte.

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É necessário um contexto para quem não está acompanhando esta história. Em agosto, a CBV resolveu implementar, já na temporada 2026/27, a nova regra de elegibilidade feminina do COI (Comitê Olímpico Internacional). A nova diretriz, apresentada em março pela entidade, determina que somente atletas do sexo biológico feminino, comprovadamente após um teste do gene SRY, podem competir na categoria feminina. Dessa forma, Kirsty Coventry, presidente do COI, pretende garantir a segurança, justiça e integridade dentro dos Jogos Olímpicos.

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Independentemente dos questionamentos éticos e científicos sobre a nova regra do COI, a disputa na Justiça entre Tifanny Abreu e CBV só está acontecendo pela total falta de sensibilidade da confederação. Em suma, a entidade poderia muito bem ter esperado a próxima temporada para colocar a nova regra em prática. Ou então abrir uma exceção para Tifanny, que aos 41 anos, está cumprindo seu último ano de contrato e já programava a aposentadoria ao final da temporada.

Direito de se despedir em quadra

A liminar que deu o direito para Tifanny seguir atuando veio na última sexta-feira (16), horas antes do Osasco entrar em quadra para enfrentar o Praia Clube em São Luis (MA), na decisão da Supercopa. Posteriormente, o time paulista venceu por 3 a 0 e a ponteira desabafou ao final da partida. “Eu quero fazer uma liga maravilhosa. Mereço terminar meu contrato jogando a liga. Vou fazer o melhor dentro de quadra para que a gente possa continuar tendo sucesso”, disse Tifanny, ao portal Web Vôlei.

O Osasco entrou como parte interessada no processo porque a inviabilidade de contar com Tifanny atrapalharia o próprio planejamento da equipe. Ainda mais que o time foi montad0 para esta temporada contando com a presença da ponteira. Como o anúncio da CBV foi feito já com o Campeonato Paulista em andamento, foi permitido que ela pudesse participar da competição até o final.

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A liminar permitiu que Tifanny pudesse participar da estreia do Osasco na Superliga 2026/27, na vitória por 3 sets a 0 sobre o Brasília (26/24, 25/23 e 25/13). Tifanny começou no banco e entrou no segundo set, sob muitos aplausos da torcida. Portanto, na sexta-feira, saberemos se estes aplausos irão se prolongar ou não até o final da temporada.

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