Marca de um mês para os Jogos de Inverno Milão/Cortina-2026

Nesta terça (6), chegou-se a marca de 30 dias para o início as Olimpíadas de Inverno (Divulgação)

  • Logística e Sedes: Entenda a estrutura inédita dos Jogos, com cerimônias em cidades diferentes e o uso de vilas olímpicas móveis.
  • Novidades no Gelo: O retorno dos astros da NHL, a estreia do esqui de montanha e as novas provas mistas
  • Brasil na Disputa: Os brasileiros rumo aos Jogos, com destaques para Lucas Braathen, Nicole Silveira e a luta do bobsled

Esta terça-feira (6) marca a contagem regressiva decisiva para as Olimpíadas de Inverno Milão/Cortina-2026, cuja cerimônia de abertura ocorrerá em exatos 31 dias. Será uma edição que promete ser histórica e logisticamente desafiadora.

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Enquanto o mundo aguarda o retorno dos astros da NHL e a estreia de novas modalidades, os atletas brasileiros vivem dias decisivos com o fechamento da janela de classificação em 18 de janeiro. Confira 15 pontos essenciais para acompanhar o evento e a delegação brasileira.


1 – Jogos em duas cidades

A cidade de Livigno receberá as competições de esqui estilo livre e snowboard dos Jogos de Inverno de Milão/Cortina (Reprodução/COI)
A cidade de Livigno receberá as competições de esqui estilo livre e snowboard dos Jogos de Inverno de Milão/Cortina (Reprodução/COI)

Esta será a edição mais “espalhada” da história das Olimpíadas de Inverno. As sedes principais são Milão e Cortina d’Ampezzo, distantes mais de 400 km por estrada. Além delas, haverá competições em outros três clusters de montanha.

2 – Cerimônias distintas

Esta dispersão geográfica também será sentida nas cerimônias dos Jogos. A abertura, em 6 de fevereiro, ocorrerá no histórico Estádio San Siro, em Milão. Já o encerramento, no dia 22, está programado para a Arena de Verona, a 160 km de Milão.

3 – Calendário começa mais cedo

Embora a abertura oficial seja dia 6, as competições começam antes, em 4 de fevereiro, com o curling. A primeira medalha de ouro será disputada em 7 de fevereiro.

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4 – Estreia olímpica

O esqui de montanha (Ski Mountaineering) fará sua estreia como esporte olímpico. Outras novidades incluem o evento de equipes mistas no skeleton, duplas femininas no luge e eventos de “super time” (masculino e feminino) no salto de esqui.

5 – Volta dos astros da NHL

A arena de hóquei no gelo, que teve significativos atrasos nas obras (Reprodução)

Pela primeira vez desde Sochi-2014, os jogadores da liga norte-americana de hóquei (NHL) estarão no gelo olímpico. As finais do hóquei no gelo (feminino dia 19/02 e masculino dia 22/02) ocorrerão na pista principal da arena em Milão, cerca de um metro mais curta do que o padrão da NHL.

6 – Acomodações em Cortina

Uma curiosidade logística é a Vila dos Atletas em Cortina d’Ampezzo, que será composta por um conjunto de mais de 350 casas móveis (mobile homes). Situada a 1.292 metros de altitude, a vila em Cortina receberá 1.400 atletas, treinadores e outros membros da delegação.

7 – Participação russa

Rússia atletas esqui alpino Jogos de Inverno
Atletas russos e bielorrussos só competirão em Milão/Cortina na condição de neutros (TASS)

Apenas alguns atletas da Rússia e Belarus serão autorizados a competir, na condição de neutros, sem uso dos símbolos nacionais (uniforme, bandeira e hino, por exemplo). Algumas federações esportivas ainda estão decidindo sobre a presença destes atletas, desde que não tenham apoiado a invasão na Ucrânia ou possuam vínculos militares.

8 – A corrida olímpica do Brasil

A janela de classificação para a maioria das modalidades de inverno se encerra em 18 de janeiro de 2026. As próximas duas semanas são cruciais para confirmar as vagas brasileiras. Confira na sequência abaixo.

9 – Bobsled perto da vaga

A equipe de Edson Bindilatti (4-man) ocupa a 28ª posição no ranking do bobsled, segurando a última cota destinada a países com um trenó. Bindilatti está próximo de disputar sua sexta Olimpíada. Gustavo Ferreira (2-man) ainda busca uma vaga, estando 23 pontos atrás da zona de classificação.

10 – O fenômeno do esqui alpino

Lucas Braathen deverá ser o grande nome do Brasil nas Olimpíadas de Inverno (Divulgação/COB)

Lucas Pinheiro Braathen é o grande destaque nacional para Milão/Cortina. Nascido na Noruega e filho de mãe brasileira, tem obtido ótimos resultados na temporada do esqui alpino.  Suas posições no ranking de largada da Copa do Mundo (6º no slalom e 5º no slalom gigante) garantem ao Brasil cotas extras masculinas, além da vaga básica.

11 – Nicole quase lá

No skeleton feminino, Nicole Silveira está virtualmente classificada. Ocupando a 13ª posição no ranking internacional, ela tem uma vantagem de mais de 300 pontos sobre a primeira atleta fora da zona de classificação. Já no masculino, Eduardo Strapasson segue na busca por uma vaga inédita no masculino.

12 – Esqui Cross-Country garantido

O Brasil já assegurou uma vaga masculina (Manex Silva) e duas femininas (via Mundial e ranking de nações) no esqui cross-country. Há ainda uma remota chance de uma terceira cota feminina via realocação. No momento, o Brasil está em 19º lugar na lista de realocações.

13 – Luta pelo top 30 no esqui e snowboard

Três atletas brasileiros — Dominic Bowler (esqui estilo livre), Noah Bethonico (snowboard cross) e Luca Merimee Mantovani (snowboard slopestyle) — possuem os pontos necessários, mas precisam cumprir o requisito de ficar no “Top 30” em uma etapa de Copa do Mundo nas próximas provas (em Aspen, Laax ou China) para validar a elegibilidade.

14 – Vaga quase certa no snowboard halfpipe

Pat Burgener está praticamente garantido no snowboard halfpipe, ocupando o 6º lugar no ranking pré-olímpico, com 288 pontos. Já Augustinho Teixeira vive um drama: é o 23º, segurando a antepenúltima vaga com apenas 4 pontos de vantagem sobre o primeiro fora da lista. No feminino, Priscila Cid entrou no ranking pré-Olímpico ao terminar na 16ª posição. Atualmente, ela tem 15 pontos e é a sexta na lista de realocações.

15 – Biatlo no limite

Gaia Brunello segura atualmente a última das 12 cotas restantes no biatlo feminino. Ela está na 12ª posição do ranking de pontos (excluindo países já classificados), com 110.99 pontos. Isso dá a ela uma vantagem apertada de pouco mais de dois pontos sobre a concorrente direta.

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